E a casa nova?

Maio 3, 2008

Vai bem, obrigada :)

No fim do ano passado, depois de muita frustração, eu tinha decidido que ia morar por mais um tempo com meus pais. Porque ia ser bom pra juntar dinheiro, porque eu tava conformada que me mudar não ia dar certo naquele momento. Porque eu já tinha visitado sei lá quantos apartamentos e cogitado sei lá quantos flatmates e nada funcionava. Pois bem.

Só que em fevereiro apareceu um comprador pro meu carro. Justo no momento em que eu nem sabia mais se eu queria vender. E ele ofereceu bem mais do que eu esperava que oferecessem. Vendi. Com dor no coração. Vendi pensando em comprar outro assim que eu juntasse uma graninha. Vendi.

Passei o mês de fevereiro à pé. Bem mais caseira, sofrendo no ônibus, conhecendo os fedores e as delícias do trem. Março também. Mas aí um dia tava olhando uns anúncios no ImovelWeb - força do hábito - e dei de cara com um apê simpático. Fui ver onde era, e era na rua em frente do meu ex-apartamento, um em que eu morei durante 4 meses, em Santa Cecília.

Comentei com um amigo, ele se animou: vamos visitar! Eu estava com férias marcadas, passagens compradas, só queria pensar em apartamento e afins depois… mas fomos visitar e o apartamento era incrível! Espaçoso, com armários, bem conservado, com uma vista linda. Tinha que ser nosso.

Ainda enrolamos duas semanas até entregar a papelada pra administradora do prédio. E o apê ainda estava disponível. Só podia ser um sinal. A chave foi entregue para meu flatmate quando eu fui viajar. Lá, eu só pensava na casa nova. Queria comprar coisas para a casa nova. Queria me mudar logo.

Voltei de viagem e comecei a empacotar coisas. E toca comprar fogão, cama. E a cama que não cabe no elevador? Vamos subir até o 13° de escada então. “Iiiiiiiiiiih dona, também não sobe pela escada”. Entre içar e trocar por algo menorzinho, preferi trocar. E a geladeira que o flatmate comprou que não chega nunca? Será que é porque ele esqueceu de pagar? Confusões de casa nova. A gente até que ri bastante.

Agora já estamos bem instalados. Eu tenho um colchão novinho, esperando pela cama que deve chegar quarta. O edredon imenso eu herdei da minha avó. A geladeira chegou na terça e na quarta a gente já armou um petit comité, com direito a reclamação do vizinho e tudo. O fogão está lá há quase duas semanas mas ainda não ligamos (não é fácil lidar com a Comgas). Internet e TV a cabo, itens básicos, a gente providenciou mais que rápido. Mas a mesa pra apoiar o computador não existe ainda. Nossa cozinha é a mais equipada da história, temos mais copos que meus pais tiveram a vida toda. Na geladeira tem Wyborowa, Stolichnaya, saquê e três maçãs.

É bom chegar em casa e ela estar do jeito que você deixou. É bom poder dormir até a hora que você quiser sem alguém bater na sua janela falando “eeeei, 10 da manhããããããã”. É bom ter correio na esquina, banco a 2 quarteirões, supermercado na rua ao lado e boteco bem em frente. É bom poder ir ao metrô à pé. Sair de casa para ir ao cinema 15 minutos antes da sessão começar. É bom não precisar de carro.

Mas é bom demais também vir passar o feriado na casa da mãe, não vou mentir. :)


Voltandoooo

Maio 3, 2008

Daí que eu saí de férias, viajei, fui furtada, voltei, fiz mudança, muita água passou por baixo da minha pontezinha e agora é hora de voltar a escrever.

Esse ano tá do caralho, até o momento! Muitas realizações. Algumas notícias ruins também porque assim é a vida. Mas eu acho que estou realizando sonhos mais do que nos anos que passaram.

Tou mais “vou lá, faço e aconteço”. Tou mais “o dinheiro que eu ganho é pra gastar comigo”. E tá me fazendo muito bem. Vender o carro foi o começo de me libertar de um monte de amarras que me prediam ao lugar onde eu morava, ao dinheiro que eu gastava, ao meu jeito de viver mesmo. Foi a decisão mais acertada. Um passo gigante no momento em que eu passei a chave pra Liliane. Um alívio mesmo.

E agora eu fico sujeita às chuvas, sóis e maus humores do clima, mas tenho minha galocha caubói pra pisar na poça, e minha casinha pra tomar um banho quente na hora em que eu bem entender. Pra fazer macarrão quentinho e brigadeiro de colher quantas vezes por semana eu quiser. Pra dar festa, receber os amigos e ouvir bronca dos vizinhos.

Tou adorando! E vou voltar a escrever.


E não é que a vida é cíclica, menino?

Março 6, 2008

E não é que a gente é uma sucessão de clichês? E que a gente repete os mesmos comportamentos sempre? E não é que nos últimos dias eu tou parecendo a Ligia circa 2004, saindo todo dia, bebendo demais todo dia, sem a menor vontade de voltar pra casa todo dia, me abrigando na casa do primeiro amigo que me oferece um colchão macio e uma toalha de banho limpa?

E não é que eu voltei a ter insônia e preguiça de dormir? Ou é medo de ficar sozinha no escuro? Qual é o próximo passo? Destruir o mural de fotos de mais uma BUATCH? Reclamar da presença de pessoas estranhas na “nossa TV”? Fazer um blog diarinho, meu senhor?

Acontece que eu não tenho mais 22 anos, eu sou uma jovem senhora. E o corpo não aguenta mais esse ritmo não. Menino, olha aí, até o Patrick Swayze tá pedindo arrego, o Johnny Castle, minha gente!!!

Eu preciso é tomar tenência… e não 5 gin-tônicas, meia garrafa de vinho (dos bons, claro, por favor) e 3 latinhas de cerveja em plena terça-feira! :P

Pelo menos tem quem goste de mim assim. “Solta”, como disse Márvio. Já eu acho que eu me prefiro mais “presa”. Mas vou pensar nisso.

Hoje eu queria ser a Carly Simon com seus cabelos ao vento.


Mão no bolso

Fevereiro 20, 2008

Tarada por revista e fotografia que sou, não resisti. Pus a mão no bolso e desembolsei os 27 reais e pouquinho da Rolling Stone gringa.
Tudo por causa dessa capa.

Rolling Stone Britney

Fazia tempo, viu? Que uma capa não me chamava assim ao coração.

Sério.


No me comprendes

Fevereiro 18, 2008

E então que em abril vou tirar minhas primeiras férias decentes em anos (onde férias decentes quer dizer que eu vou viajar pra algum lugar que não é a casa da praia ou o Rio de Janeiro). Estou monotemática, só falo dessa viagem. Estou ansiosa. Vou pra Buenos Aires, Colonia del Sacramento e Montevideo.

Quando eu me interesso por um assunto, me enfio nele dos pés a cabeça. Quero virar especialista em uma semana. Não ia ser diferente com minhas férias. Eu quero ler tudo, ver tudo, saber de tudo, pra poder aproveitar tudo. E daí nessas de pesquisar Argentina, Uruguai, lembrei que eu ouvia muito umas bandas latinas antigamente.

Resolvi tentar baixar umas músicas da minha preferida ever, Cafe Tacvba. Logo de cara achei a discografia completa! E aqui estou, domingo a noite, altinha de caipirinha, sozinha em casa depois de uma tempestade que me deixou sem luz durante horas, ouvindo esses mexicanos sensacionais.

Me dices loco porque me río
Cuando debiera tal ves llorar,
Me dices loco porque he llorado
Cuando era todo felicidad.
No me comprendes me dices loco
Sólo te inspiro curiosidad.
Y si supieras que hay una inmensa
Sed de ternura dentro de mí,
Si comprendieras que hay un secreto
Que a nadie he dicho
porque yo a nadie le hablo de ti

Si tu supieras y comprendieras,
Pero tú nunca comprenderás
Que mi secreto ni tú ni nadie
Ha de saberlo nunca jamás

Me dices loco porque me río
Cuando debiera tal ves llorar,
Me dices loco porque he llorado
Cuando era todo felicidad.


Unhas, essas estranhas extremidades

Fevereiro 17, 2008

As minhas unhas quebram nos momentos mais inusitados, e nos lugares (da unha) mais malucos.

E eu nem deixo elas crescerem muito, como sou estabanada sofro muito com unhas compridas, me arranho toda, enfio a unha no olho(!!!), coisas assim. Então elas estão sempre aparadas, limpas, lixadas, e, sempre que possível, devidamente esmaltadas e brilhantes.

Eu tenho muuuuuuuitos esmaltes. Sabe como é, é baratinho, são tantas cores, toda farmácia (adoro) tem milhares de opções, todas a menos de R$ 3,00, como resistir? Outro dia eu fui na Ikesaki e achei que fosse desmaiar de alegria quando entrei na parte de manicure. Eram TODAS as cores de TODAS as marcas baratinhas do MUNDO. Melhor custo-benefício, eu gasto pouquinho e volto pra casa feliz, louca pra testar todas as cores.

Nessas já aconteceu de eu fazer a unha duas vezes no mesmo dia. Porque depois de tantos anos eu peguei prática e faço as unhas dos pés e das mãos em casa mesmo. Fica perfeito quando visto de longe e com as mãos em movimento.

Já para os pés eu tenho uma técnica infalível! Pinte sem dó as unhas. Vai borrar, mas não se preocupe. Com o palitinho limpe as bordas da unha e a pele que é grudadinha na unha. O resto dos borrões pode deixar borrado mesmo, não se preocupe. Daí depois que seu esmalte estiver sequinho, tome um bom banho de água quente (morna na verdade. Nada que arranque seu couro). Com sabonete e uma esponjinha, os borrões de esmalte no dedo saem fácil fácil, e você fica com pés dignos de uma pedicure.

É tosco, eu sei, mas esta sou eu.

(Aliás, até pensei em fazer um blog de beleza chamado BELEZA BARATA, com dicas toscas e pobres. É que eu adoro o Beleza Bacana da Vanessa Rozan e o Dia de Beauté da Victoria Ceridono, mas infelizmente na minha necessaire ainda não cabem MAC e outros luxinhos… fora que quem sou eu pra dar dicas de beleza? Então deixa pra lá =D)


E ainda nessas de dois mil e oito

Fevereiro 17, 2008

Eu não sou muito boa em resoluções de ano novo e pior ainda em cumprir qualquer coisa que eu me proponha a fazer. Mais ainda se o que eu me proponho a fazer tem lógica e é para o meu bem. Daí eu não faço mesmo.

Exemplo prático:

- beber uma garrafa de gim em 3 horas de “esquenta” pré-show - eu faço

- Fazer natação 2 vezes por semana gratuitamente num lugar que fica no meio do caminho entre minha casa e meu trabalho - não faço

Dá pra sacar? Enfim. Daí que eu procuro não me propor a fazer nada. pra aumentar minhas chances de fazer coisas boas pra mim.

E aí que depois de ficar MUITO no vermelho no banco eu resolvi tomar um pouco de vergonha na cara e ser um pouco adulta e não deixar isso acontecer mais. Sem contar que agora eu não tenho mais carro, logo não posso usar a desculpa de que o carro suga todo meu salário. MENTIRA! Meu salário cobre bem meus gastos ridículos e supérfluos, e também os de primeira necessidade, logo não fazia sentido eu viver devendo pro banco.

E não é que tá funcionando? Minha dica pra quem é descontrolada com dinheiro como eu é a seguinte:

- não caia nessa de anotar cada gastinho que você fizer. Ninguém tem tanta disciplina pra anotar cada bala comprada. Nem tente, é frustrante.

- em vez disso, reserve um momento de seu dia para contemplar seu saldo bancário. CORAGEM. Eu sei. Não é fácil, dá medo, mas isso precisa ser feito. Comece a fazer isso no dia do pagamento, o risco da conta estar no vermelho é menor. Eu abro o netbanking e olho meu saldo todos os dias quando chego no trabalho.
- guarde em sua mente a quantia que você tem no banco. é isso que você tem pra gastar até o dia de seu próximo pagamento. NADA MAIS QUE ISSO. Só esse dinheiro é seu, o resto é do banco, se você gastar ele vai te cobrar caro por isso.

- se seus gastos são menores do que seu salário, no dia do pagamento pegue uma quantia que não vá te fazer falta e jogue na poupança. e esqueça que esse dinheiro existe. só vale o que está na sua conta corrente.

- se seu dinheiro acabar, so sorry, você não vai poder sair, nem comprar nada. acabou! você não tem, então não pode gastar. “mas mas mas e o cheque especial?” ELE NÃO É SEU, PORRAM! ELE É DO BANCO! Gaste se você quiser perder dinheiro, otário(a).

E é basicamente assim que minha vida financeira está nos eixos novamente :~

Chego a me emocionar.

Sério.


dois mil e oito

Fevereiro 17, 2008

Já começou faz um tempão, eu sei. E começou com tudo! Com muito trabalho e tantas emoções. Com muitos dias fora de casa, com quarto de hotel em excesso, com satisfações e insatisfações. Começou intenso e isso é bom demais.

E aqui estou começando meu 67º blog, eu que em dois mil e oito já comecei tantas coisas novas e que - oh! - estão indo pra frente!

Só em dois mil e oito eu já:

- cobri duas semanas de moda

- me queimei e depois descasquei (mas fiquei com uma cor bonitinha no fim das contas)

- vendi meu carro

- e comprei passagens para minhas primeiras férias dignas em anos

- vi mais filmes do que em dois mil e sete inteiro

éam.

Agora estou aqui ouvindo “artistas parecidos com Radiohead” na rádio do Last.FM e pensando na vida. Acabou o horário de verão. e tem isso, tanta intensidade em 2008 tá me deixando insone.