Vai bem, obrigada :)
No fim do ano passado, depois de muita frustração, eu tinha decidido que ia morar por mais um tempo com meus pais. Porque ia ser bom pra juntar dinheiro, porque eu tava conformada que me mudar não ia dar certo naquele momento. Porque eu já tinha visitado sei lá quantos apartamentos e cogitado sei lá quantos flatmates e nada funcionava. Pois bem.
Só que em fevereiro apareceu um comprador pro meu carro. Justo no momento em que eu nem sabia mais se eu queria vender. E ele ofereceu bem mais do que eu esperava que oferecessem. Vendi. Com dor no coração. Vendi pensando em comprar outro assim que eu juntasse uma graninha. Vendi.
Passei o mês de fevereiro à pé. Bem mais caseira, sofrendo no ônibus, conhecendo os fedores e as delícias do trem. Março também. Mas aí um dia tava olhando uns anúncios no ImovelWeb - força do hábito - e dei de cara com um apê simpático. Fui ver onde era, e era na rua em frente do meu ex-apartamento, um em que eu morei durante 4 meses, em Santa Cecília.
Comentei com um amigo, ele se animou: vamos visitar! Eu estava com férias marcadas, passagens compradas, só queria pensar em apartamento e afins depois… mas fomos visitar e o apartamento era incrível! Espaçoso, com armários, bem conservado, com uma vista linda. Tinha que ser nosso.
Ainda enrolamos duas semanas até entregar a papelada pra administradora do prédio. E o apê ainda estava disponível. Só podia ser um sinal. A chave foi entregue para meu flatmate quando eu fui viajar. Lá, eu só pensava na casa nova. Queria comprar coisas para a casa nova. Queria me mudar logo.
Voltei de viagem e comecei a empacotar coisas. E toca comprar fogão, cama. E a cama que não cabe no elevador? Vamos subir até o 13° de escada então. “Iiiiiiiiiiih dona, também não sobe pela escada”. Entre içar e trocar por algo menorzinho, preferi trocar. E a geladeira que o flatmate comprou que não chega nunca? Será que é porque ele esqueceu de pagar? Confusões de casa nova. A gente até que ri bastante.
Agora já estamos bem instalados. Eu tenho um colchão novinho, esperando pela cama que deve chegar quarta. O edredon imenso eu herdei da minha avó. A geladeira chegou na terça e na quarta a gente já armou um petit comité, com direito a reclamação do vizinho e tudo. O fogão está lá há quase duas semanas mas ainda não ligamos (não é fácil lidar com a Comgas). Internet e TV a cabo, itens básicos, a gente providenciou mais que rápido. Mas a mesa pra apoiar o computador não existe ainda. Nossa cozinha é a mais equipada da história, temos mais copos que meus pais tiveram a vida toda. Na geladeira tem Wyborowa, Stolichnaya, saquê e três maçãs.
É bom chegar em casa e ela estar do jeito que você deixou. É bom poder dormir até a hora que você quiser sem alguém bater na sua janela falando “eeeei, 10 da manhããããããã”. É bom ter correio na esquina, banco a 2 quarteirões, supermercado na rua ao lado e boteco bem em frente. É bom poder ir ao metrô à pé. Sair de casa para ir ao cinema 15 minutos antes da sessão começar. É bom não precisar de carro.
Mas é bom demais também vir passar o feriado na casa da mãe, não vou mentir. :)






Maio 3, 2008 às 11:50 pm
Nada mau, nada mau mesmo. Mal posso esperar para ter problemas similares (porque isto significaria que consegui me mudar) :P